Confusão.
Que dia é hoje? E de que mês? Em que ano nós estamos? Está tudo tão diferente. Tudo tem ficado confuso, aqui dentro. Tudo parece estar embaralhado. Como num sonho, daqueles que quando acordamos, não lembramos de quase nada. Só das vozes distantes e dos vultos passando.
Silêncio.
Numa ação inconsciente, todas as coisas que eu queria te dizer, não estão saindo direito. Minhas palavras estão tímidas, coitadas. Ansiosas, eu diria. Ou até, medrosas. Brincam de esconde-esconde e pega-pega, aqui dentro. Ficam uma subindo em cima da outra. Puxando, batendo e sorrindo, de tanta besteira. Mas elas são teimosas, e não param com a brincadeira. E agora, que quero falar-lhe, não tenho como. Estou sem palavras.
Incerteza.
Essa, me consome. E sempre vem no plural, a bendita. E egoísta, que só. Quer total exclusividade em todas as áreas possíveis, da minha vida. Já cansei de contá-las. E de afugentá-las, então! Já desisti. No final, elas acabam voltando. E sempre por sua causa.
Mentiras.
Para mim. Para todos. Até me convencer, ao ponto de convencer os outros. Sei bem, que não adianta tentar se enganar, quando o que está dentro fala mais alto. Grita. Ultrapassando todos os limites de decibéis, permitidos. Me deixando com forte dores de cabeça. Tudo, por causa das mentiras.
Disfarces.
Muitos. Mal feitos. Desfeitos.
Já disse aqui, que eu sou transparente? - Leia-se no sentido literal da palavra. Mais ainda quando se tratam de sentimentos. Daqueles, que envolvem um objeto do sexo oposto desejado. (É, isso soou mal, mas né..)
- Se eu te der meu coração, você promete me amar?