"Não posso exprimi-lo, mas de certo tu tens, como toda a gente, uma vaga ideia de que há, de que deve haver fora de nós uma vida que ainda é nossa. (...) Se tudo perecesse, mas ele ficasse, eu continuaria a existir. E, se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado, o mundo inteiro se tornaria para mim uma coisa totalmente estranha. Eu não seria mais parte desse mundo. (...)
Meu amor por Heathcliff assemelha-se aos rochedos imotos que jazem por baixo do solo: fonte de alegria pouco aparente mas necessária."
(Capítulo IX), O Morro dos Ventos Uivantes.
Tu sabes, que eu sei. Sabes dos amores que eu não vivo, que não me deixam viver ou não querem viver comigo. Sabes
dos gostares que não se concretizam, apesar das paixões-platônicas-corriqueiras que eu deixo espalhadas por aí. E sabes, acima de todos esses, dos
meus sentimentos por ti. És um divisor em meio à bagunça em que estou.
Antes de ti... era vazia. Só superficial e amedrontada, não fazia lá muito sentido.
Quando te conheci... foi como se as estrelas finalmente brilhassem, diante da escuridão e eu pude enxergar o quanto elas eram lindas e radiantes. A luz me permitiu perceber o que estava fora do lugar, o que faltava e tudo de errado que havia. O vazio, a superficialidade e o medo esvaíram-se. Tudo é bonito, agora. Cada manhã é uma nova esperança que renasce, uma coisa linda de sentir.
És a nova razão. Se tudo acabar e eu ainda tiver a ti, estarei satisfeita. Plenamente feliz. Disse no princípio, fostes o divisor. Depois que chegastes, tomou conta do meu coração e já não sei viver sem te ter por perto. Tu e as tuas palavras doces que tanto me encantam.
São as pequeníssimas coisas que se tornaram essenciais. Coisas bobas, mas necessárias. Daquelas que ninguém da muita importância, sabe? Eu valorizo nas alturas e me apego. Aos afetos, às palavras, aos carinhos, a você.