terça-feira, 8 de junho de 2010

Inevitável...

Espio-te de longe. Com a timidez que me assola transbordando, não me atrevo a aproximar-me de ti. Pelos espaços entre as árvores e através das cortinas, eu discretamente te observo.
Assim faço, por já ter se tornado impulsivo em mim. Ainda parece ser tão insuspeitado para ti, não é? E eu creio que seja, de fato. Continuo me confundido, então. Sem razão.
Bonito, tu costumas ser tão amável e doce comigo. Sempre lindo. Espero ansiosa pelo nosso encontro ao acaso, para abraçar-te. Todo o meu medo se esvai quando estou contigo. Envolta dos teus braços. Transbordo-te em sorrisos. Jogo-os ao vento. Quem passa perto, pega um para si e me sorri de volta. Enxerga-te ali.
Quando te vi, foi inevitável não te querer por perto. Todos os detalhes me levam a ti. Tua direção. Meu lugar. Vês? É a sina tua. Sina minha. Que logo irei chamá-la de nossa.