quinta-feira, 5 de abril de 2012

E se ...

Às vezes me pego imaginando quantas e quantas pessoas não deixam de viver uma história, pelo simples fato de não tentarem. Elas ficam nesse "e se eu não for correspondido?", "e se eu sofrer ao fim de tudo?", "e se não for o que eu pensava?". E se... e se... e se... e se... Chega a ser irritante ver como elas conseguem confundir com tanta facilidade a prudência com a falta de coragem. Sim... Porque ainda que elas não assumam, existe um medo por de trás de casa “e se”. Mas elas não querem enxergar isso, elas preferem se apegar a um falso autruísmo que as isolam com aquele argumento gasto e bastante conhecido: “é que eu não quero fazer ninguém sofrer”, elas dizem isso como se quisessem proteger os outros de si mesmas, quando na verdade estão tentando se proteger de uma nova decepção. Eu não sei vocês, mas eu não conseguiria viver com a dúvida de um “e se”. Prefiro um "Não" concreto do que um talvez que dificilmente irá se defirnir em um "Sim" ou um "Não". As pessoas tem tanto medo de chegarem a um ponto final que se submetem a viver uma vida inteira reféns das reticências. Mas... E se não houver um depois? E se toda a sua vida dependesse do agora? E se você for o único obstáculo que te separa da sua própria felicidade? E se.. E se... E se...


"Eu prefiro quebrar a cara com os "nãos" da vida, do que me perder nas reticências dos "e se..." que a gente cria e que nunca chegam a ser um "sim" ou um "não".