quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Little lune all day, if you only knew
Se torna cada vez mais difícil conviver com essa ausência desmedida, essa falta que eu não posso substituir como se substitui uma cor, um objeto... Eu sinto tanta falta, tanta falta! Deus do céu, como eu queria sentir de novo tudo àquilo que começou a se sobressair, que me fazia ficar nervosa (e tão bem). Eu só queria ter o mesmo sorriso, toque, olhar. Só eu sei a sensação que é quando tenho próximo de mim o cuidado, carinho, como se fosse a forma de sempre e na verdade a contradição se forma na minha mente, eu percebo que estou presa a algo que nunca foi meu. Isso dói, sentir que o que mais nos faz bem pode a qualquer momento ir embora, se afastar, sumir, por mais que eu abomine isso, não está ao meu controle. Eu tentei tanto não deixar isso traduzido, exposto evidentemente no meu rosto, mas não era segredo nenhum, bastava tocar no seu nome e meu olho brilhava, aliás, ele ainda brilha. É esquisito pensar que eu tenho convicção da realidade e mesmo assim me apego a lembranças, a momentos que eu fui tão feliz, eu poderia eternizá-los só pra me sentir bem, como me senti por esses dias. Eu poderia e fiz isso, mas está aqui preso dentro de mim somente. Engraçado que quando não planejamos pode ser mais perigoso, mais arriscado porque não é previsível e está sujeito a mudanças bruscas de rumo, como o que se deu comigo. Se eu voltasse àqueles mesmos dias hoje, por mim seria igual, ou melhor, porque só eu sei o que senti e sinto ao lembrar. O sorriso se forma instantaneamente no meu rosto, eu posso ver aquele mesmo sorriso recíproco pra mim, é único. Me causa muita saudade de tudo, se é que posso chamar assim. E só eu sei o que cada abraço fazia e o que cada “tchau” faz. If you only knew...