O que quer que você faça na sua vida será insignificante. Mas é muito importante que faça, pois ninguém mais fará. Como quando alguém entra na sua vida e metade de você
diz: ‘Você não está preparado.’
Mas a outra metade diz: ‘Torne-o seu para sempre.’ ”
Tenho tido medo do meu querer, e de toda a certeza do que estou sentindo, agora. Parece tudo tão claro... e tão possível. Mas eu ainda tenho tanto medo, e ainda tenho aquela mesma idéia de que essa felicidade pode ser muito passageira. Mas, se eu já sei que isso um dia pode acabar, então porque eu não consigo parar de supor como tudo possivelmente será, e não aproveito os prazeres que esse “agora” me fornece? Às vezes, creio que o nosso conhecimento acaba nos atrapalhando, nos limitando, nos impedindo de ver algo além do óbvio. O nosso “conhecimento” pode nos tornar pessoas completamente ignorantes, por não perceber aonde estão os nossos limites de conhecimento sobre determinado assunto. Eu sou muito nova pra dizer que sei o que vai acontecer por simplesmente ter vivido episódios parecidos, antes. E tenho idade e consciência o suficiente pra perceber que, às vezes tudo o que posso fazer é viver, e só concluir algo depois que tudo aquilo passar. É claro que as informações e aprendizados que adquiri com o decorrer do tempo vivido, não podem se tornar algo descartável. Tudo o que passou, passou. Mas não passou em vão, tudo aquilo que fora vivido serve para te ajudar a subir a mais e mais aquela montanha. E muitas coisas você não precisará mais passar por já saber o que fazer, por já ter experiência. Mas, outras coisas, muitas outras coisas ainda estão aí para serem presenciadas, aprendidas, vividas e não temidas. Cautela é algo completamente indispensável para mim, mas, medo e cautela ainda são coisas beem distintas.
# “Eu vou tentar mais uma vez, eu vou atrás, não vou ter medo. Eu vou bater, eu vou entrar, eu vou chegar mais cedo mais uma vez. (...) Você sabe que sozinha eu não sei aonde ir.”
(Porque afinal, o presente é tudo o que temos.)*