"Do you know you're unlike any other? You'll always be my thunder, and I said your eyes are the brightest of all the colors, I don't wanna ever love another, you'll always be my thunder. So bring on the rain, and bring on the thunder."
- É que eu tenho medo, sei lá, eu me sinto culpada por sentir, temo me cegar com cada sentimento bom que me causar.
- Cegar?
- Você, acha mesmo que iria se cegar?
- Não, mas.
- Pois é.
E foi aí que eu percebi que a maldita pergunta do “E agora?” não servia para mim, não agora, não hoje. Porque eu não havia notado, mas eu realmente sou uma pessoa que vive de planos, vive para estar no controle de tudo, sou uma pessoa que age com esforço, dedicação e paciência, mas, que busca ser reconhecida, no final. Porém, é fato que as coisas não são assim, elas não foram feitas para serem planejadas, não quando tudo não depende só de você, não quando há sentimentos de pessoas envolvidos em todos esses planos, não é assim. Não adianta ensaiar uma conversa no espelho, porque quando ela ocorrer haverá imprevistos, haverá sentimentos e emoções, coisas que não se planejam. E agora eu juro que vou parar de tentar controlar tudo, porque quando tudo desmorona, cai tudo em cima de mim, talvez sentir seja a palavra certa pra mim, agora. Sentir sem medo, sentir sem culpa, sentir e só. Não deve ser tão difícil assim... Não é?
# Não se cega com a felicidade, se cega com o medo de ser feliz.
(E você ainda é o que me faz sorrir.)*