Estou em um barco, estou sozinha. Não posso querer mais nada, na verdade. Eu posso remar se eu quiser, eu posso esperar as águas me levarem, eu posso remar e ter um objetivo em mente, um lugar para chegar, ou eu posso simplesmente remar e não saber onde estou me levando, posso nem querer pensar nisso. Eu não sei para onde quero ir. Só que agora, estou no meio de um oceano. Vulnerável ao vento, ao mar, ao calor, frio. Às tempestades e climas agradáveis. Se eu simplesmente esperar as águas me levarem para algum lugar, eu morrerei no caminho. Eu não posso voltar, porque não sei onde estou. Tudo o que posso fazer é seguir em frente ou desistir de mim mesma. E eu não passei por tudo isso para desistir. Essa é uma opção que não existe dentro de mim, desistir, sabe? Eu odeio perder, odeio lutar incansavelmente e perder no final, isso pode ter muitos valores, pois a vida não se trata só de ganhar, mas não vejo graça nenhuma em perder. Mas o fato é que quando perdemos nos ganhamos também. Pode demorar algum tempo..pode demorar demais, mas uma hora aquilo nos servirá nessa trajetória. Porque é uma vitória se levantar. Não importa quanto tempo você leve para se levantar e dar o próximo passo, não é necessário ter pressa, tudo isso é com você, você decide o seu tempo e você faz do seu jeito. No fundo da minha alma, eu sei, que nem sempre o que realmente queremos é o que nos deixará mais feliz. Mas mesmo sabendo que existe esse pensamento dentro de mim, ele está cercado por outros. São os que o enfraquecem, é o meu pessimismo, é a minha forma doentia de lamentar-me. Eu definitivamente não estava assim, mas não consigo aceitar que um simples fato possa mudar tanto o rumo das coisas. São tomadas decisões, às vezes precipitadas, e elas fazem você se deparar em um beco sem saída, onde só você poderá tomará a decisão certa para você mesma. Mas, eu ainda não me conformo com o simples fato de que o tempo não volta, não para e nem vai nos esperar. Mas, o que mais me prende agora, é saber que nem você sabe o que está fazendo.
# Queria que fosse simples viver o agora independente de nada. Afinal, o hoje ainda vai se tornar o ontem, e é frustrante lembrai-me de como tenho agido, agora.
("Eu estava pensando em como nada dura, e como isso é lastimável.")*