“Penso, tento, achar palavras pro meu sentimento. Tanto é pouco, nada diz, não é triste, nem feliz. Mesmo sendo um pranto, um choro, ou qualquer lamento. Nada importa, tanto faz, se é pra sempre ou nunca mais.” :(
É assim que me sinto, hipnotizada pelo meu próprio cansaço, é como se agora nada fosse muito interessante, como se nada valesse muito a pena, nada fosse novo. Também sinto que tudo aquilo que pipocava dentro de mim, agora está anestesiado pelos acontecimentos dessas últimas duas semanas. E é tão desanimador acordar agora, é tão chato e rotineiro, tudo sempre a mesma coisa, todos os problemas são sempre os mesmos, não piora, não melhora, está tudo aí, acomodado diante dos meus olhos, juro que até se eles piorassem seria mais comovente e animador, seria algo novo para sentir, sei lá..estou cansada. E isso não é novidade, isso é o pior, porque eu sei que tudo não está nada confortável, nada estável, mas ao mesmo tempo nada muda, mesmo eu estando ciente de toda essa situação. Estou de olhos abertos, mas com aquela sensação de não estar enxergando nada, de fato, entende? Estou cansada e acomodada no meu próprio cansaço. Deprimente, não? Pois é, o fato é que a bagunça aqui está tão grande que parece mais fácil aprender a conviver com ela do que ir fundo e dar uma geral aqui. Mas eu não sou de me acomodar, não consigo viver me enganando, uma hora as coisas saem de controle, chegam a limites, e acredite, eu não irei ao limite com isso, seria muito pior. Eu só preciso de uma certeza, isso não pode continuar assim.
# If nothing is true, what more can I do? I'm still painting flowers for you. Throw my cards, give you my heart. Wish we could start all over. Nothing’s making sense at all. Try to open up my eyes, I’m hoping for a chance to make it alright.
(Encontre-se, decida-se. Pois, eu o farei.)*