Nós temos de perder as pessoas que amamos; De qual forma mais saberíamos o quão importante elas são para nós?"
Algo mudou. Ok, isso é óbvio. Mas o que quero dizer, é que seja lá o que estivermos fazendo, estamos fazendo melhor, pelo menos dentro de mim, sinto que algo melhorou. Sei que as coisas não estão certas e nem sabemos o que esperar, mas o teu querer, e a tua verdade tornam isso também muito mais fácil e possível. Eu não sei o que você pensa ai, agora lendo isso, provavelmente não irá querer nem comentar, comigo, porque muito do que escrevo aqui – hoje -, talvez não sejam bem as palavras que você queira ler, mas é o que eu posso escrever, hoje, pela a incerteza do amanhã. Sinto como se agora, por mais que tudo pareça errado, ao mesmo tempo em que tudo parece certo, bem, por mais que nada pareça mesmo possível ou até pareça possível demais, acredito que agora eu tenha a capacidade de entrar ou sair dessa com mais facilidade e segurança do que eu vinha tido. Agora, me sinto realmente capaz, de realizar o que eu quiser, e nesse caso, o que quisermos. E podemos resolver tudo isso, sim, porque algo mudou. O problema é que talvez, isso seja só comigo. Talvez esse tempo tenha me mudado, apenas. Talvez esse seja o meu maior medo. Que as coisas tenham mudado de fato, e para melhor, o que é bom, o que é ótimo! Mas seria ideal se isso tivesse ocorrido com duas vidas, com duas cabeças, com dois sentimentos, com nós – seja lá o que isso quer dizer, agora.. Bem, essa é mais uma dúvida que chega em mim, gosto de perguntas, gosto demais delas, é ótimo poder questionar a vida, e não apenas contentar-se com o que é dito, ensinado, enfim.. Mas do que adianta o surgimento dessas perguntas, se não consigo chegar a uma conclusão? Porque as perguntas nasceram para serem respondidas, e vice-versa. Eu só preciso de algo após os meus solitários pontos de interrogação, compreende? Não é pedir muito, eu sei.
# Ontem, eu vivia a base de perguntas. Hoje, busco respostas, busco frases completas, busco sentidos, soluções, conclusões, motivos. Hoje, busco por fatos, fatos concretos. E enquanto isso, minha doce, natural e incompreendida, gula continua a falar mais alto, gritando e implorando por - sinceras - respostas.
(Sem mais possibilidades, quero fatos.)*