- Como anda a vida, moça?
- Ah, sempre lenta... Eu sou bem calma... Lendo muito, escrevendo e sem flertar com ninguém! - risos intensos. E a sua, querido?
- Tudo calmo, também.
- Melhor com essa passividade, né?
- É sim...
- Melhor do que um agito, aonde a gente perde o rumo e fica sempre em cima do muro sem atitudes corretas. O inatingível passa a estar mais perto. Sentimos a vida mais leve, tão leve que suspiramos de amor quando sentimos a mínima essência de uma flor.
- Adoro como você se expressa...
- Me expresso com a voz de uma razão que não se cala. Um amor encubado, ou, simplesmente, abandonado. Um sentimento que não tem momento para sonhar ou delirar, para trazer a nostalgia com a vontade de chorar até mesmo a sutileza para evaporar. Me expresso tentando achar todas as cores do mundo, ou, somente, quem sabe, de um arco-íris onde encontro todas as cores em perfeitas harmonias...