terça-feira, 18 de maio de 2010

Grave, gravidade...

Aqueles dois corpos estavam cada vez mais distantes. A força de atração era quase nula- desprezível.
Mas perante a sociedade estavam juntos, é claro, uma relação tão longa não poderia simplesmente acabar assim.
Em repouso, sonhavam calados em sair de casa. Iminência de movimento! Tudo o que precisavam era da ação de uma força externa que interrompesse essa inércia inconveniente.
Ela sabia que sua pulsação não mais acelerava quando ele estava por perto.
Ele percebia que a dinâmica não reinava mais nas conversas.
Toda ação acometia numa reação, e eles já não agüentavam o peso da situação.
A resultante vetorial sempre apontava a mesma direção: separação.
Só não fazia sentido que uma relação tão longa simplesmente acabasse assim.